Argonáutica da cavalaria (Partes I-II) - Grupo Editorial Sial Pigmalión
Por um escritor misterioso
Last updated 28 março 2025

As duas primeiras partes da Argonáutica da Cavalaria foram descobertas há apenas dezoito anos, em 2003, quando tivemos a sorte de dar com elas em Lisboa, no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, dentro dos Manuscritos da Livraria, sob a cota 686. Mais tarde, descobrimos também um outro exemplar só da segunda parte no códice […]
As duas primeiras partes da Argonáutica da Cavalaria foram descobertas há apenas dezoito anos, em 2003, quando tivemos a sorte de dar com elas em Lisboa, no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, dentro dos Manuscritos da Livraria, sob a cota 686. Mais tarde, descobrimos também um outro exemplar só da segunda parte no códice 208 do Fundo Manizola da Biblioteca Pública de Évora. Antes das nossas descubertas, só existiam alusões nas principais obras de referência bibliográfica, tais como a Biblioteca Lusitana, de João Franco Barreto, e na obra homónima de Diogo Barbosa Machado. Ambos falavam de uma dedicatória a D. Francisca de Aragão, um dado que não se pôde verificar devido à perda das folhas iniciais da obra. Ainda assim, tal dedicatória deve ter existido, porque Barbosa Machado recolheu com exatidão tanto o título do livro como as suas palavras iniciais, afirmando que fora dedicado a esta senhora, que era então «condessa de Vila-Nova de Ficalho». Graças a esta referência, é possível situar a redação da Argonáutica da Cavalaria dentro de um arco cronológico muito reduzido, isto é, entre 1599, ano da instauração do dito título, e 1607, data da renúncia de Francisca de Aragão em favor do seu segundo filho. Por outro lado, a dedicatória a uma personagem tão relevante como D. Francisca de Aragão indica-nos o círculo cultural em que deverá ter surgido a obra de Gomes de Castro, um ambiente requintado e refinado num âmbito feminino e cortesão que apreciava os livros de cavalarias. As linhas argumentativas das duas partes da Argonáutica da Cavalaria giram em torno de dois grandes eixos. O primeiro corresponde ao desenvolvimento da relação amorosa entre Leomundo de Grécia e Rocilea de Espanha, um amor quase impossível pelo ódio que existia entre gregos e espanhóis. O segundo tem a ver com os preparativos para a guerra entre o reino espanhol e o império heleno. Com a publicação desta obra recuperamos um escritor, Tristão Gomes de Castro, que permaneceu na mais absoluta escuridão durante muito tempo e que, no entanto, passou a ser um dos mais significativos e prolíficos criadores de livros de cavalarias de Portugal.
As duas primeiras partes da Argonáutica da Cavalaria foram descobertas há apenas dezoito anos, em 2003, quando tivemos a sorte de dar com elas em Lisboa, no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, dentro dos Manuscritos da Livraria, sob a cota 686. Mais tarde, descobrimos também um outro exemplar só da segunda parte no códice 208 do Fundo Manizola da Biblioteca Pública de Évora. Antes das nossas descubertas, só existiam alusões nas principais obras de referência bibliográfica, tais como a Biblioteca Lusitana, de João Franco Barreto, e na obra homónima de Diogo Barbosa Machado. Ambos falavam de uma dedicatória a D. Francisca de Aragão, um dado que não se pôde verificar devido à perda das folhas iniciais da obra. Ainda assim, tal dedicatória deve ter existido, porque Barbosa Machado recolheu com exatidão tanto o título do livro como as suas palavras iniciais, afirmando que fora dedicado a esta senhora, que era então «condessa de Vila-Nova de Ficalho». Graças a esta referência, é possível situar a redação da Argonáutica da Cavalaria dentro de um arco cronológico muito reduzido, isto é, entre 1599, ano da instauração do dito título, e 1607, data da renúncia de Francisca de Aragão em favor do seu segundo filho. Por outro lado, a dedicatória a uma personagem tão relevante como D. Francisca de Aragão indica-nos o círculo cultural em que deverá ter surgido a obra de Gomes de Castro, um ambiente requintado e refinado num âmbito feminino e cortesão que apreciava os livros de cavalarias. As linhas argumentativas das duas partes da Argonáutica da Cavalaria giram em torno de dois grandes eixos. O primeiro corresponde ao desenvolvimento da relação amorosa entre Leomundo de Grécia e Rocilea de Espanha, um amor quase impossível pelo ódio que existia entre gregos e espanhóis. O segundo tem a ver com os preparativos para a guerra entre o reino espanhol e o império heleno. Com a publicação desta obra recuperamos um escritor, Tristão Gomes de Castro, que permaneceu na mais absoluta escuridão durante muito tempo e que, no entanto, passou a ser um dos mais significativos e prolíficos criadores de livros de cavalarias de Portugal.

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